Rediscutindo o velho problema da violência social

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. (João 14:27)

 

 A cada vez que ouço ou vejo algum novo caso de violência social mais minha condição humana fica perplexa. Parece-nos que todos os limites da manifestação do mal foram atingidos porque, a cada novo dia, surge uma notícia pior que a outra. Infelizmente o exercício da violência perdeu o controle e se tornou algo corriqueiro aos nossos olhos.

Num culto recente ouvi sabiamente do querido Pastor João Roberto que ninguém se atreva a afirmar que “dessa água nunca haverá de beber; pois todos nós, sem exceção, em qualquer circunstância, podemos estar numa situação de vítima ou de algoz”. Isso mesmo. A raiz do mal pode se abrigar em qualquer coração humano. Dessa maneira, o Pastor João me fez refletir nas palavras do Apóstolo Paulo: “aquele, pois, que pensa estar em pé, cuide para que não caia” (1 Coríntios 10:12).

Vejo a violência no mundo crescer na mesma proporção com que vejo aumentar o número de religiões e diferentes crenças; e até mesmo; do rápido avanço tecnológico. Se fôssemos comparar o número de pessoas que aderiram à determinada crença, veremos o quanto foi significativo esse crescimento. Mas, então, por que a violência aumenta tanto a cada dia?

Parte dos nossos políticos, dos estudiosos, da mídia e de nossa sociedade acha que o problema está no obsoleto Código Processual Penal. Exigem penas mais duras para aqueles que cometem crimes hediondos, punições mais severas, castigos contundentes etc. Outros defendem a pena de morte; e mais outra parcela atribui como uma das causas a precariedade do sistema carcerário brasileiro, onde, segundo dizem, “a pessoa sai pior do que entrou”. Alguns sociólogos afirmam que o problema da violência ocorre pela profunda desigualdade social (aumento acelerado da pobreza entre a maioria – inclusive com o surgimento da classe dos miseráveis – e alguns poucos cada vez mais ricos). A maior e mais antiga instituição religiosa brasileira, a Igreja Católica romana, prefere engrossar o coro da população, que clama pela justiça dos homens, e também se solidariza em caminhadas pela paz com as famílias que já tiverem entes queridos vítimas dessa chaga social.

A questão da violência, claro, poderia ser amenizada se todas essas sugestões citadas acima fossem atendidas num só tempo. Poderia. Ela não ocorre, por exemplo, pelo fato de não termos um especialista no assunto no comando maior do Brasil. Afinal, fomos governados durante oito anos por um sociólogo renomado mundialmente, Fernando Henrique Cardoso, e os problemas, nem de longe, davam sinais de acabar. E assim, sem encontrarmos um consenso sobre o que nos leva a presenciar tantas cenas de crueldade, ficamos à mercê de um país onde o domínio do poder foi subjugado: bandidos agora reinam sobre a segurança pública.

A verdade é que se houvesse emprego para todos; se fome nem miséria existissem; se todas as necessidades físicas e materiais dos homens fossem supridas; ainda assim teríamos violência social. E muita violência. Uma pequena mentira gera violência. Um mau pensamento do tipo “se eu tivesse no lugar dele faria o mesmo” gera violência. Quando deixamos de socorrer alguém em qualquer circunstância criamos uma semente de violência. Quando não respeitamos a família, os idosos, quando nos sentimos despreparados ou incapazes de perdoar deixamos a condição de vítimas e passamos a ser algozes. Não me refiro apenas aos tipos de violência a que assistimos hoje em dia na mídia, onde cruelmente, homens e adolescentes arrastam impiedosamente um corpo de uma criança, preso ao cinto de segurança de um carro em movimento, por asfaltos quentes, até a morte. Nem a de um pai que atira a própria filha de 5 anos do quinto andar de um edifício. Mas violência é violência em qualquer estágio que se apresente; ela é destruidora. Infelizmente já nos acostumamos a categorizar “violência pequena, média e grande”. Ou seja, a mais chocante e assustadora é condenável. As outras… bem, as outras são as comuns, as quais se tornaram amigas dos nosso olhos. Judas traiu Jesus apenas por trinta moedas de prata e Pedro o negou três vezes com três “mentirinhas” básicas. Hoje nem nos lembramos mais disso…

Já vimos, no começo desse estudo, que a causa de tão grande violência não é a falta de religiosidade, de templos religiosos ou de salas de levitação espiritual. Só nos dias de hoje há, no mundo, mais de duas mil crenças denominacionais diferentes, entre cristãs e não cristãs. Ela também não pode ser justificada apenas pelos desajustes sociais e familiares, ou condição de carência econômica, ou quaisquer tipos de privações, como analisa a Psicologia. Numa época onde nunca se viu tantas religiosidades, a violência crescerá mais que o dobro em menos de cinco anos. Essa não é nenhuma profecia maldita de algum pessimista de plantão. É um dado real, anunciado recentemente.

Para mim, e não tenho dúvida alguma, a maior causa da violência social em todos os tempos é a ausência da transformação do caráter do homem pelo Espírito Santo; ou seja, a negação à Palavra de DEUS e a busca por alternativas que não resolverão as raízes do mal. Não me refiro a nomes de igrejas nem a qualquer denominação religiosa. JESUS, Palavra Viva, significa transformação do caráter; é o mais perfeito, ágil e eficaz método de restauração espiritual e ressocialização para um homem. Eu desafio qualquer pessoa a experimentar essa mudança e permanecer do mesmo jeito. Duvido! Ninguém, estando plenamente em CRISTO, sentiu prazer em fazer o mal. Não me refiro àqueles que professam a fé em DEUS, e, ao mesmo tempo, cometem escândalos nacionais e mundiais. O mau testemunho de um cristão faz com que todo um povo generalize e, consequentemente, perca as esperanças. Mas também não quero falar de homens falhos e imperfeitos. Não cabe a mim julgar os atos falhos de ninguém. Mas posso garantir que todos os homens que um dia caíram, se humilharam, se arrependeram verdadeiramente, encontraram no Sangue de JESUS a esperança de vida eterna.

JESUS disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou. Não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize”. (João 14:27). Sem transformação do caráter em CRISTO até os que um dia provaram do bom alimento vão proporcionar algum tipo de violência. Até quem está do lado de cá, erguendo faixas de protesto, gritando por justiça, indignado com tantas brutalidades, um dia poderá estar do lado de lá, atrás das grades, rechaçado e pisado como lixo pelos homens. Não diga “dessa água não hei de beber”. Antes, peça ao Espírito de DEUS que ELE transforme o seu caráter e estenda as Suas mãos protetoras. Porém, se quiser experimentar da água, prove da água viva que é CRISTO JESUS. Veja o que ELE respondeu a uma mulher samaritana, que buscava água numa fonte: “todo aquele que beber desta água tornará a ter sede, mas aquele que beber da água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna” (João 4:13-14). O autor do livro aos Hebreus afirmou: “cheguemo-nos com verdadeiro coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado da má consciência, e o corpo lavado com água limpa” (10:22).

Só viveremos a PAZ verdadeira quando deixarmos que o Espírito de DEUS conduza os nossos passos, as nossas decisões e preencha as nossas necessidades. Ao contrário, continuaremos a assistir às vidas dos nossos familiares, dos nossos amigos e dos nossos algozes, sendo conduzidas à destruição sem fim, num futuro cada vez mais sem esperança. Que DEUS nos livre do mal!

 FERNANDO CÉSAR – Evangelista, escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça” e “Antes que a Luz do Sol escureça”. Também é líder do Ministério Famílias para Cristo.

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