De lagarta à borboleta

“Não te maravilhes de eu te dizer: Necessário vos é nascer de novo.” (João 3:7)

As lagartas representam o primeiro estágio larval dos insetos da ordem lepidoptera. Até atingirem a fase adulta e se transformarem em borboletas, essas pequenas criaturas passam por um ardoroso processo de mudança: desde à perda da pele, da vontade de comer, a uma vida de exclusão quase total até, enfim, à formação de uma nova criatura, totalmente diferente da que era. Essa metamorfose (da qual chamo NOVO NASCIMENTO) é a mesma realidade que JESUS CRISTO mostrou a Nicodemos quando ele foi interrogá-LO sobre como fazer para herdar o Reino de DEUS. O novo nascimento a que JESUS se referia não representava, obviamente, em retornar ao ventre da mãe, como quis imaginar o judeu. O Filho de DEUS explicara que era nascer na água e do Espírito, abandonar, no caso dele, as práticas judaizantes e passar a receber a Graça de DEUS que é o próprio CRISTO. Nicodemos continuava a interpelá-LO com uma incredulidade impressionante acerca do mesmo assunto. Era como se fora uma lagarta que nunca conseguiu se libertar do seu casulo e experimentar as maravilhas dos Céus. Ao que JESUS lhe respondeu: “Tu és mestre em Israel, e não compreendes estas coisas? Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos, e testificamos o que vimos, contudo, não aceitais o nosso testemunho” (João 3:10-11). Em outras palavras, JESUS dissera que era impossível um homem entrar na Glória do PAI sem que essa transformação tenha sido consumada na sua vida. O Filho de DEUS priorizou absolutamente a nova vida, chegando a afirmar que “quem não nascer de novo, não pode ver o Reino de Deus” (João 3:3). Com certeza essa foi a sua principal plataforma espiritual revelada aos homens e passada de geração a geração.

 Em primeiro lugar é preciso compreender que MUDAR DE VIDA não significa jamais mudar de religião. Religião única e verdadeira é o próprio CRISTO, pois só através DELE o homem pode se religar a DEUS. E essa nova ligação (deixada para trás no Éden) se dá a partir do novo nascimento. Por isso, eu mesmo publiquei há alguns anos um livro cujo título já anunciava: NÃO MUDE DE RELIGIÃO: MUDE DE VIDA! As lagartas, por exemplo, ao se transformarem em borboletas, não perdem as suas origens familiares nem muito mesmo passam apenas por uma reformulação corpórea. Elas se adaptam a sua nova natureza interior e passam agora a viverem experiências brilhantes.

Usei a experiência das lagartas porque há muitas crenças por esse mundo afora que abordam a necessidade do homem estar com DEUS, mas não enfatizam a importância do novo nascimento, mostrando a incoerência naquilo que ensinam. Ou seja, usam a Bíblia Sagrada, o Nome de DEUS, mas continuam sendo lagartas, pois nunca se libertaram das tradições doutrinárias diabólicas que, ao contrário do verdadeiro cristianismo, colocam o homem mais distante de DEUS. É preciso ter cuidado com religião sem novo nascimento. Qualquer crença que não resulte no novo nascimento como prioridade é fraudulenta, e não pode ser dita cristã. Apenas crer em DEUS também não significa nascer de novo, pois os demônios também creem, mas nunca passaram por essa experiência transformadora (“Crês tu que Deus é um só? Fazes bem! Os demônios também o creem, e estremecem”. Tiago 2:19). Ainda há outras que pregam a salvação da alma simplesmente pela prática caridosa ou pelo poder da mente. Veja o que escreveu o apóstolo Paulo: “Porque pela graça (JESUS CRISTO) sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de DEUS” (Efésios 2:8) (grifo meu).

 Tenho acompanhado ultimamente uma campanha publicitária muito forte de determinadas denominações religiosas visando resgatar a autoestima dos seus frequentadores, com frases do tipo “Tenho orgulho de ser…”, “Sou feliz por ser…” como se isso fosse suficiente para a salvação de suas almas. É por isso também que muitos templos religiosos estão repletos de pessoas fracassadas, alienadas, frustradas, que não conseguem ver em suas vidas aquilo que elas professam, porque nunca experimentaram a transformação verdadeira feita por JESUS CRISTO. São religiosos que carregam no peito títulos e cargos destacáveis: padres, pastores, presbíteros, pregadores, dirigentes, líderes, frequentadores de templos que, por viverem uma vida dupla, de hipocrisia religiosa, não entrarão no Reino de DEUS, se não conhecerem a Luz da Salvação e morrerem na prática dos seus pecados.

 É falso considerar-se salvo nessa religiosidade: “Portanto, digo isto, e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam os outros gentios, na vaidade do seu pensamento, entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração (…). Mas vós não aprendestes assim a Cristo, se é que o ouviste, e nele fostes ensinados, conforme é a verdade em Jesus, que, quando ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano; e vos renoveis no espírito do vosso entendimento; e vos revistais do novo homem (…)” (Efésios 4: 17-18;20-24). Também é inútil esforçar-se por promover a santificação em pessoas não nascidas de novo. Isto resulta em religiosidade hipócrita. A todo instante, CRISTO, diretamente ou através dos apóstolos, exorta o homem sobre a importância de ele produzir bons frutos: “Não há árvore boa que dê mau fruto, nem má árvore que dê bom fruto. Cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto(…). Por que me chamais, Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu mando?” (Lucas 6: 43-44; 46). CRISTO fala em mudança interior, a qual, só é possível, quando se aceita o sacrifício dEle em morte de cruz e a Sua ressurreição.

NASCER DE NOVO compreende abandonar de vez a natureza pecaminosa adquirida por todo o homem depois da queda. Qualquer ser humano, nascido da vontade da carne (desejo dos nossos pais) traz, em sua essência, esse mal. Daí, ele ter que nascer outra vez, morrer para os pecados, para a velha vida. NASCER do Espírito Santo de DEUS, por meio de JESUS CRISTO: “filhos nascidos não do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” (João 1:13). NASCER DE NOVO corresponde arrepender-se dos pecados, abandoná-los, declarar JESUS CRISTO Senhor e Salvador de sua vida. É viver buscando satisfazer a vontade de DEUS, estabelecida em Sua Santa Palavra, perseverar na santificação; enfim, é uma regeneração que leva à santificação.

Por isso, nunca se recuse a morrer: “Quem ama a sua vida, perdê-la-á, mas quem odeia a sua vida neste mundo, guarda-la-á para a vida eterna” (João 12:25). Em Mateus está escrito: “Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por minha causa, acha-la-á” (10:39). A frase escrita por Francisco de Assis é verdadeira quando praticada, experimentada: “pois é morrendo que se vive para a vida eterna”. Em Romanos, o apóstolo Paulo afirmou: “Pois sabemos isto, que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de não servimos mais ao pecado; porque aquele que está morto está justificado do pecado” (6:6-7). No livro de 2 Timóteo diz: “Fiel é esta palavra: se já morremos com ele, também com ele vivemos” (2:11). O Reino de DEUS nada tem a ver com doutrinas religiosas A ou B. É possível alguém muito dedicado em sua denominação que nunca tenha nascido de novo e, consequentemente, estar fora do Reino de DEUS.

Li sobre um diácono, com 30 anos de atividades na igreja, que, após um determinado culto declarou na porta do templo que “se DEUS não resolvesse o problema dele, nunca mais voltaria a servi-lO”. No dia seguinte, ele contou a sua história a um outro irmão. Disse que fora criado na prostituição, viveu toda a juventude na prática da prostituição e mesmo depois de casado permaneceu com essas atitudes, e exclamou: “mas a prostituição nunca saiu de dentro de mim! Até quando tenho que conter esse vulcão com os meus próprios recursos? Esta é a razão porque desisto de tudo”. O irmão ouvira atentamente. Logo em seguida, orientado pelo Espírito Santo, pediu que o diácono abrisse a Bíblia no livro de Gálatas 2: 20: “Estou crucificado com Cristo (…)”. Em seguida repetiram várias vezes esse trecho. Adiante, o irmão lhe perguntou: “o texto declara que CRISTO foi crucificado sozinho?” O diácono respondeu: “não”. Assim prosseguiu: “quem mais foi crucificado com CRISTO?”, ele confessou: ”Eu fui crucificado com CRISTO”, e orando não parava de exclamar: “Senhor JESUS CRISTO, eu já estou crucificado contigo, eu já estou crucificado contigo!!!. Sei que agora tu vives em mim”. O restante da vida daquele homem foi de plena vitória. Por essa razão, Paulo afirmou: “Estou crucificado com Cristo, e já não vivo, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de DEUS, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2:20).

Todas as borboletas um dia foram lagartas. Mas depois que passaram pela transformação ganharam asas e, de fato, tornaram-se livres para voar. Enquanto eram apenas lagartas viviam presas à dominação desse mundo. Assim é a transformação vivida pelo homem quando passa pelo novo nascimento. O Sangue de JESUS não só justifica o pecado daquele que crê como nos mata para a prática do pecado, pois tudo para o que se morre não subsiste. Em CRISTO somos verdadeiramente livres para obedecê-LO, adorá-LO e, assim, recebermos por herança o Céu. Já é hora de você se perguntar se passou ou não pelo novo nascimento. Se a resposta for negativa, procure entregar a sua vida à condução de JESUS o mais rápido possível. Não precisa se preparar para isso. Procure-O do jeito que estás, pois ELE mesmo afirmou: “Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mateus 11:28-29). ELE não exige de você outra coisa além do querer aceitá-LO como Senhor e Salvador da sua vida. Mas caso a resposta seja positiva, prepare-se cada vez mais em santidade, pois em breve você estará entrando numa cidade cujo muro é construído de jaspe e adornado de toda espécie de pedras preciosas. Esta cidade “não necessita nem de sol, nem da lua, para que nela resplandeçam, pois a Glória de Deus a ilumina, e o Cordeiro é a sua lâmpada”. (Apocalipse 21:23). Amém, Senhor JESUS!!

FERNANDO CÉSAR – Evangelista; escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça” e “Antes que a Luz do Sol escureça”. Também é líder do Ministério Famílias para Cristo.

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