O amor que devemos amar

“Põe-me como selo sobre o teu coração, como selo sobre o teu braço, porque o amor é mais forte que a morte…” (Cantares de Salomão 8:6)

Amar o próximo seja, talvez, uma das tarefas mais difíceis de praticar. Porque o amor, tão bem cantado por Salomão e perfeitamente vivido por JESUS CRISTO, remete-nos a condição de praticá-lo sobre o outro, quando o outro não possui merecimento algum nem razão de ser aos olhos naturais. Certa vez JESUS aconselhou: “Amai os vossos inimigos!” (Mateus 5:44). Foi com este amor, no ápice da crucificação e prestes a entregar a Sua vida numa cruz, que Ele também exclamou: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem…” (Lucas 23:34).

A humanidade, infelizmente, está longe de viver esse amor. E por uma razão bem simples: o “amor”, que as pessoas do mundo oferecem, está associado a sentimentos e a reconhecimento por algo que é feito por nós, como uma maneira de retribuição, de prêmio. Mas o amor que CRISTO nos ensina é exatamente o contrário: é fazer o bem a quem nos faz mal, é estender as mãos a quem nos nega ajuda, é oferecer o tempo a quem diz estar muito ocupado para nos atender e ouvir, é dizer palavras de amor e de esperança quando ouvimos palavras caluniosas. Quando amamos com esse amor, ensinamos e abrimos uma porta de redenção e de bênção na vida do outro. Cada vez que sou perseguido, afrontado, injuriado, humilhado e injustiçado, mais eu procuro amar. O amor deve vencer o egoísmo, o ciúme, a inveja e deve ter por prioridade o ser que não quer saber de nós. Quando reflito sobre as palavras e as atitudes de JESUS, mais me constranjo a amar as pessoas que não merecem o meu amor. Porque eu também não fui nem sou merecedor do Amor de DEUS. Vivia pelo mundo, desgarrado, fazendo a vontade do mundo e da minha carne, desobediente, causando muito mal às pessoas, muitas das quais nem faziam por onde receber de mim tamanho malefício. Eu era devedor desse amor. Mas, o amor de DEUS, por infinita misericórdia, alcançou a minha vida, antes mesmo de eu amá-Lo. Por isso, Paulo escreveu: “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus” (Efésios 2:4-6). Que tão grande amor DEUS teve e tem por nós! É a pergunta que os irmãos Ana e André Valadão fazem no refrão de uma linda canção: “Jesus, que amor é esse?” O apóstolo João em sua primeira Epístola bem o resumiu: “Nós o amamos porque ele nos amou primeiro” (4:19).

Um dos mais famosos ortopedistas do Brasil, Dr. Lídio Toledo Filho, foi vítima de assalto na Zona Norte do Rio de Janeiro, que o deixou paraplégico, em 31 de dezembro de 2007. Um dos momentos que mais me emocionaram foi quando a sua esposa, Silene de Araújo, algum tempo depois, em entrevista a um famoso programa de notícias, declarou amá-lo muito mais naquele estado, mesmo consciente de que o marido não mais andaria. Aquilo me comoveu! Quem seria capaz de amar um ser humano em estado vegetativo, deformado em sua fisionomia? Ela não o ama pelo que ele tem, nem financeiramente nem pela sua aparência, mas pelo que ele é, pelo fôlego que ainda sopra das suas narinas. O amor provado e medido quando não havia mais razão de ser pela lógica humana e pelos olhos naturais.

Outro exemplo marcante do amor verdadeiro está no testemunho de vida do Pastor Mardiel Santana. Sua esposa teve o crânio aberto mais de 17 vezes pelos médicos por problema de hidrocefalia e outras complicações. Muitos tinham o seu quadro como irreversível. A deformação na sua face era monstruosa. Mas Mardiel a amava verdadeiramente e por isso DEUS lhe deu forças para resistir além do que ele podia. Hoje, ele e sua querida esposa viajam o Brasil inteiro para testemunhar tão grande amor de DEUS pelas suas vidas e o verdadeiro amor que eles se amam. Em Nome de JESUS, não deixe de ouvir esse testemunho!

O amor de DEUS que é manto para a nossa alma e que também deve cobrir o nosso coração. É com este amor que devemos amar o próximo: “Amem uns aos outros como eu vos amei” (João 15:12). Este amor deve estar desde os sapatos em nossos pés ao boné sobre nossa cabeça e invadir coração, mente, olhar, mãos, ouvidos, enfim, deve ser o nosso próprio respirar.

Amar um marido e uma esposa quando ele ou ela nos aborrece, nos entristece e nos causa grandes dores. Amar um marido ou uma esposa que abandonou o lar e insiste em desfazer-se do casamento. Amar um filho que dá muito trabalho, envolvido com drogas e furtos. Amar, neste caso, é a chave da libertação e da vitória. Quanto mais te acusam, mais você o (a) ama. Amar é dobrar os joelhos e clamar a DEUS pela vida daqueles que nos perseguem; é derramar lágrimas pelo outro, jejuar; pagar um preço de amor…

Amor é ser acusado injustamente ante um tribunal de homens e mesmo assim suportar tudo sem dizer uma só palavra. É carregar uma cruz nas costas pesadíssima e uma coroa de espinhos sobre a cabeça. É receber cusparadas no rosto, um caniço no pescoço, ser escarnecido, sofrer duras coronhadas na cabeça, humilhação pública, beber vinho misturado com fel e uma lança de ferro ser transpassada sobre o corpo até sair a última gota de sangue. Tudo sem ter culpa de nada. Tudo por amor de mim e de você; por amor e obediência ao Deus Pai Todo Poderoso. O amor que ressuscita ao terceiro dia. Sabe por quê? Porque ele é mais forte que a morte e nada é capaz de separá-lo: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: por amor de ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou. Pois estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 8:35-39).

Quem ama verdadeiramente é plantado em glória. É por isso que nós, que cremos e vivemos esse amor, fomos ressuscitados também com Ele, vencemos a morte: “Estou crucificado com Cristo, e já não vivo, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, que me amou e a se mesmo se entregou por mim” (Gálatas 2:20). Precisamos ser transformados por esse amor e fazê-lo o principal alimento da nossa vida. Não de sentimentos nem emocionalismo, mas de prática, assim como bem destacou João, conhecido como o apóstolo do amor: “meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (1 João 3:18). Não desejemos mais o falso amor das novelas, dos filmes, dos romances, o velho e fracassado amor das músicas seculares, revanchista, que causa solidão e que paga o mal com o mal; o pobre “amor” que despreza, que dá as costas, que trata com indiferença, que guarda mágoas e que dura um tempo certo. Esse, na verdade, não é o amor. O amor de CRISTO em nós “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor nunca acaba!” (1 Coríntios 13:7-8). Então que DEUS nos preencha desse tão grande amor!

 FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é líder do Ministério Famílias para Cristo.

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