Casamento realizado na igreja Católica é testemunhado por Deus?

“(…) Porque o Senhor foi testemunha entre ti e a mulher da tua mocidade, com a qual tu foste desleal, sendo ela a tua companheira e a mulher do teu concerto” (Malaquias 2:14).

Todas as pessoas, que um dia foram casadas, divorciaram-se e se “casaram” outra vez, usam, como argumento para justificar o adultério, que agiram assim, no passado, porque eram ignorantes, ímpias, cegas espiritualmente, e não conheciam a CRISTO, o que não deixa de ser verdade. Por exemplo, antes de se tornarem evangélicas, confessarem JESUS como Senhor e Salvador de suas vidas, essas pessoas, na grande maioria, eram católicas e se casaram em um templo católico. Então, a primeira grande pergunta a ser respondida consta no título de nosso estudo: Deus testemunha ou não um casamento realizado por um padre?

A primeira coisa que devemos separar é o estado civil da condição espiritual. Para DEUS só existem três estados civis aceitos e abençoados por ELE: solteiro (incluindo aqui também a fase de namoro e de noivado), casado e viúvo. Divorciado e separado, como ocorrem nos dias atuais, portanto, estão dentro de casado, pois a união matrimonial só é passível de dissolubilidade em caso de morte de um dos cônjuges, tornando o outro viúvo, segundo a Bíblia Sagrada.

No Brasil, a partir de 26 de dezembro de 1977, criaram a Lei do Divórcio, como um estado civil a mais além desses três aceitos por DEUS. Uma pessoa divorciada, de acordo com essa Lei de número 6.515, tem o direito, se quiser (e a grande maioria procura isso), de se casar com uma outra pessoa. A consequência desse mal reside exatamente aí. Certamente, quem criou essa Lei não conhecia a Palavra nem as leis conjugais de DEUS. Essa Lei foi uma porta aberta e um incentivo à destruição das famílias que o SENHOR uniu e abençoou. É por isso que se diz que ela é anti-bíblica, contrária a DEUS. A segunda coisa é a salvação da alma; e isso independe do estado civil. Uma pessoa solteira, feliz; casada, feliz; viúva, feliz; que não tiver experimentado o novo nascimento em CRISTO JESUS jamais entrará no Reino de DEUS. Assim como apenas frequentar templos evangélicos não garante a salvação do indivíduo. O que DEUS se aborrece com a doutrina católica romana, considerando a Sua Santa Palavra, é a idolatria, os infinitos mediadores, o batismo etc. Mas essas coisas, que impedem a salvação de uma alma, não são impedimento para DEUS testemunhar um casamento realizado em um templo católico, desde que os noivos nunca tenham passado por um casamento antes e forem heterossexuais. Porque DEUS também não abençoa “casamento” entre homossexuais, embora exista uma Lei recente que autorize esse tipo de celebração entre pessoas do mesmo sexo.

Entretanto, é preciso ter consciência que há muitas outras Leis, criadas por autoridades legais, que estão de acordo com a Palavra de DEUS, embora quem as criou não tenha tido a intenção de fazê-las para agradar a DEUS. Vou citar o exemplo de uma: a Lei que institui o casamento civil. O objetivo dessa Lei é instituir uma família, umas das principais criações de DEUS. É por essa razão que uma pessoa que é casada apenas no Civil é considerada igualmente casada para DEUS, embora não a isente do dever de buscar a bênção na igreja. O que aprendemos disso é que há Leis que estão de acordo com a Palavra de DEUS; e há Leis que não estão.

Portanto, quando uma pessoa se casa na igreja católica, ela está se casando com a bênção de DEUS, assim como um casal casado apenas no Civil é considerado casado também para o PAI. DEUS abençoa um juiz que assina um casamento civil, pois ele, além de ser uma autoridade constituída por DEUS, está exercendo a sua profissão para realizar algo que LHE agrada. O inverso disso também é verdade. Quando uma autoridade civil cria algo contrário à Bíblia Sagrada, um cristão não deve considerá-lo, visto que, acima da Lei dos homens, está a Vontade e os conselhos de DEUS. Se um pai mandar um filho, conhecedor e temente à Palavra de DEUS, mentir, roubar ou matar, o menor não deve fazer, pois tais ações aborrecem o Espírito Santo.

Pois bem, vamos aprofundar a nossa conversa. Uma pessoa, católica, casou-se em um templo católico e no Civil. Depois de um tempo de casada, separou-se e se divorciou do seu marido. Passados alguns meses ou anos, conhece um novo homem, com quem chega a namorar e a se casar apenas no Civil (considerando que as lideranças católicas não são a favor do segundo casamento de divorciados). Um tempo se passou, e esse casal muda a sua condição espiritual: de adepto da doutrina católica, passa a experimentar o novo nascimento em CRISTO e a frequentar uma igreja evangélica. O Sangue de JESUS apagou todo e qualquer pecado cometido à época da ignorância espiritual, mas não alterou o estado civil dos novos convertidos. Ou seja, para DEUS essas pessoas continuam adúlteras, até o dia em que decidam abandonar o pecado. A única diferença é que antes não se sabia que estava construindo uma relação de adultério (pois as pessoas do mundo e a Lei veem o segundo casamento de divorciados como algo super normal e aceitável); tudo foi feito na ignorância; mas, depois de conhecer a Luz o estado civil permaneceu inalterado (casados com outras pessoas e adúlteros entre si), e os envolvidos, passando a conhecerem a verdade, precisam urgentemente se desfazerem do adultério. É como uma pessoa que está com um produto roubado dentro de sua casa, adquirido antes de conhecer a JESUS. Ao confessar a CRISTO como Senhor e Salvador da sua vida recebe o perdão, na condição de devolver o produto roubado, desfazendo-se dele. O Sangue de JESUS não transforma o roubo em uma aquisição lícita. O novo nascimento exige que se desfaça de tudo o que é sujo, imoral e ilícito, contraído no tempo da cegueira espiritual, embora existam pecados que não pode ser desfeitos com uma simples “devolução”. E se o prejudicado estiver morto, como eu poderia lhe devolver o seu bem? Nesse caso, o mero arrependimento é suficiente. Se tiver como pagar o débito, pague! O Sangue de JESUS apaga as suas práticas pecaminosas, mas não limpa o seu nome do SERASA ou SPC; a não ser que DEUS queira realizar um milagre na sua vida (ELE só faria isso por algo que se convertesse em glória do Nome DELE. Adultério jamais seria para a glória de DEUS). Quando o Espírito Santo passa a fazer morada em uma vida, constrange a pessoa a se desfazer de tudo o que é velho e a viver em novidade de vida. Observe o cuidado que Paulo teve com isso: “que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscências do engano, e vos renoveis no espírito do vosso sentido, e vos revistais do novo homem que, segundo Deus, é criado em verdadeira justiça e santidade. Pelo que deixai a mentira e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros. (…) Aquele que furtava não furte mais (…). Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe (…). E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o Dia da redenção. Toda amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmias, e toda malícia seja tirada de entre vós” (Efésios 4:22-25 e 28-31).

Paulo está exortando aos cristãos instalados em Éfeso a tirarem de si aquilo que não condiz com a vida cristã. Muitos traziam para a nova vida práticas velhas, da época em que só serviam ao mundo e à natureza carnal. Assim também é com o casal adúltero (à época da ignorância), que passa a viver como cristão. Como o adultério foi construído em um tempo em que os dois não enxergavam que estavam vivendo uma relação ilícita e abominável aos olhos de DEUS, depois que passaram a ver a Luz, é preciso deixarem o pecado para trás, se quiserem receber a purificação pelo Sangue de JESUS e o perdão da parte de DEUS. O apóstolo Paulo nos adverte: “Porque bem sabeis isto: que nenhum fornicador, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança no Reino de Cristo e de Deus. Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por essas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais seus companheiros. Porque, noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Efésios 5:5-8). E Paulo continua sua Carta ensinando aos cristãos, pedindo que abandonassem as práticas erradas, que muitos ainda tinham; comportamentos que os afastavam de DEUS. O apóstolo certamente lera o que JESUS havia dito alguns anos antes: “Ninguém deita remendo de pano novo em veste velha, porque semelhante remendo rompe a veste, e faz-se maior a rotura. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás, rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam” (Mateus 9:16-17).

JESUS afirmou sem figurações e de maneira bem clara e literal: “qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra adultera contra ela. E se a mulher deixar a seu marido e casar com outro, adultera” (Marcos 10:11-12). Paulo confirmou essas palavras em duas ocasiões: Romanos 7:2-3 e 1 Coríntios 7:39. Se um casamento realizado em um templo católico não tivesse validade, importância, para DEUS; as palavras de JESUS não seriam verdadeiras ou seriam meia verdade, com alguma cláusula de exceção que apontasse para a religião X ou Y. Entretanto, o recado proferido pelo Filho de DEUS serve tanto para católicos, espíritas, judeus, umbandistas, muçulmanos, budistas, evangélicos quanto para qualquer outra crença. Essas palavras de JESUS, transcritas no livro de Mateus, nos levam a entender o quanto o casamento é uma decisão séria e irrevogável. Tão sério que, depois de JESUS ensinar sobre o matrimônio, os discípulos responderam: “(…) se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém se casar” (Mateus 19:10). Pensando nessa realidade, Paulo também levantou a bandeira em prol da solteirice: “Porque quereria que todos os homens fossem como eu (solteiro), mas cada um tem de Deus o seu próprio dom, um de uma maneira, e outro de outra” (1 Coríntios 7:7) (grifo meu).  Se você já se “casou” mais de uma vez e ainda não nasceu de novo, ao morrer nesse estado vai ao inferno por, no mínimo, dois motivos aparentes: por ser adúltero (a) e por não ter nascido de novo. Porém, se você se “casou” duas ou mais vezes e deseja entrar no Reino de DEUS, precisa nascer da água e do Espírito de DEUS e abandonar o adultério. Não há meio-termo; a verdade é essa!

Quem trouxe para uma vida nova em CRISTO JESUS uma herança suja, um adultério, conhecendo a Verdade, deve se desfazer, para que esse pecado, aos poucos, não suje as vestes alvas até que elas fiquem novamente imundas, longe de DEUS. Casamento para DEUS é um só, independentemente se foi realizado à época em que os noivos não conheciam a JESUS verdadeiramente. O PAI abençoou do mesmo jeito. Agora, se as pessoas vão conseguir ou não conduzir um matrimônio, uma experiência de casados, sem o Espírito Santo em suas vidas e sem o temor à Palavra Sagrada, é outra história. Um casal casado pode ser muito unido, feliz e próspero durante toda a trajetória, contudo, se não for nascido de novo, da água e do Espírito, vai ao inferno com toda a felicidade, união e prosperidade desse mundo. Por isso, parodiando o velho e sábio Salomão (em Provérbios 15:16): é bem melhor ter uma família em dificuldade, com lutas, com desertos, porém salva; do que uma família rica, saudável, feliz; mas perdida. Salomão tem razão! Entre sofrer aflições, renunciar ao meu “EU”, até viver sozinho (se for o caso), para ter uma vida salva em CRISTO; e ter uma vida aparentemente tranquila, ao lado de quem me faz muito bem, mas sem JESUS; prefiro a primeira opção. E você?

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo.  

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Uma resposta para Casamento realizado na igreja Católica é testemunhado por Deus?

  1. Luiz César disse:

    Prezado Pastor Fernando César, paz e bem!

    Congratulo-me em dizer que tenho lido com grande atenção os seus textos publicados, obrigado por compartilhar conosco suas experiências. Posso dizer que ajudam a quem está passando por um momento de deserto (como eu estou passando em meu matrimônio neste momento). Dois dos seus textos me chamaram muito a atenção e quero parabeniza-lo, são eles: “Experiências do deserto” e “Os três recados de Deus para a sua vida na área da restauração familiar”, ambos tocaram forte e ajudam nesta caminhada, obrigado.

    Hoje, ao ler por completo este último texto “Casamento realizado na igreja Católica é testemunhado por Deus?”, pude ver parte de minha história naquilo que escreve e me veio o desejo de compartilhar, assim me permito fazer. Desculpe-me se te parece um tanto longo o comentário, mas é que não poderia deixar de me expressar em algo que me parece tão sério e relevante: a indissolubilidade do matrimônio.

    1) Quanto à pergunta no título do texto, respondo: SIM. O sacramento do matrimônio realizado na Igreja Católica não é apenas testemunhado por Deus como é abençoado por Ele, naquele momento nos tornamos uma só carne e assim devemos viver até que a morte nos separe. Como você bem coloca em seu texto, o matrimônio é um só, não importa o quanto os noivos eram ou não comprometidos com a fé que for professada por eles.
    2) Sou católico e respeito sobremaneira os irmãos de fé em Cristo de outras religiões, com isso busco sempre enaltecer aquilo que nos une e respeitar aquilo que nos diverge. Desta forma me sinto à vontade para expor meu ponto de vista: Não me parece razoável questionar a validade do casamento por ter sido realizado na Igreja Católica. O que o tornaria menos válido ou mais válido?
    3) O matrimônio é espontâneo, voluntário e ninguém casa se não estiver plenamente consciente de seus atos. Não é por acaso que o celebrante indaga aos noivos se o fazem por livre e espontânea vontade e se há alguém que possa apresentar qualquer motivo que impeça a realização do casamento. Feito e abençoado por Deus é indissolúvel, ainda que queiram fazê-lo com base nas leis dos homens. O casamento é uma decisão série e irrevogável.
    4) A Lei do divórcio, de 1977, foi criada pelos homens e é uma lei maldita, facilita ainda mais a obra do maligno na tentativa de destruição das famílias, mas sob a Lei de Deus o matrimônio sempre foi e continuará a ser indissolúvel, esta é nossa fé, esta é nossa convicção, este é o ensinamento de Deus.
    5) Não são as lideranças católicas que não são a favor de um segundo casamento, esta segunda união não é aceita pela lei de Deus, escrita na Bíblia Sagrada e fielmente cumprida por nós (se há desvios de conduta por parte de alguns fiéis, sabemos que estes não representam toda a igreja, fazem parte dela como homens, santos e pecadores, assim como em qualquer outra instituição, quer seja religiosa ou não).
    6) Quero também comentar sobre o chamado “casamento homossexual”, isso pode ser qualquer coisa, menos casamento. Pode-se chamar de união, contrato, relacionamento, etc. menos casamento. Casamento é um sacramento de união entre homem e mulher, só isso e nada além disso. Qualquer outra forma que queiram dar a este relacionamento não pode receber o nome de casamento, deixemos isso claro.
    7) Desejo também apoiar sua visão de que o fato das separações serem “comuns”, “rotineiras”, “aceitáveis” pela sociedade moderna, isso não a torna um ato correto diante de Deus. O sacramento do matrimônio é indissolúvel, quer seja na doutrina católica ou não.
    8) Achei interessante a sua analogia do perdão ao pecado, do produto furtado não se tornar lícito pela simples confissão do pecado. Confessar o pecado (e se arrepender verdadeiramente dele) é capaz de resgatar do Pai o perdão (por sua infinita misericórdia), mas o produto furtado continua a existir, até que possa ser restituído (o que nem sempre é possível).
    9) Por fim, para responder à sua pergunta na última linha do texto: eu prefiro viver com Jesus em minha vida e ser o caminho para levar Jesus também à minha esposa. Eu não prefiro viver sozinho e abandonar minha esposa no caminho da salvação. Ao me casar com ela nos tornamos uma só carne (é indissolúvel). Cabe a mim também ser o instrumento de Deus para leva-la à salvação, cabe a mim também levar Cristo para dentro do coração dela, ainda que ela não o tenha aceito. É assim que eu prefiro.

    Fiquem com Deus!

    LCC
    Brasília-DF

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