Filhos de pais separados

“Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre, o seu galardão” (Salmos 127:3).

 

Estava retornando para casa em uma tarde chuvosa, quando começamos a conversar. Essas conversas inicialmente descompromissadas, que servem apenas para passar o tempo. Ele, um cidadão que aparentava ter entre 35 a 40 anos, moreno claro, calvo, expressão bem tranquila, casado e pai de uma menina de 6 anos. Conversamos sobre quase tudo: as consequências que as fortes chuvas causam na sociedade, violência urbana, televisão, até entrarmos no tema FAMÍLIA. Ele me faz um relato no mínimo preocupante. Conta-me que certo dia sua filha foi abordada por uma colega de classe. O diálogo entre as duas foi narrado mais ou menos assim:

– Você tem pai e mãe? Perguntou a coleguinha.

– Sim, tenho! Respondeu a filha desse conhecido.

– E eles vivem juntos?

– Sim, vivem.

– Aguarde, pois daqui a um tempo eles vão se separar!

 A criança ao chegar a casa, entrou pelas portas aos prantos, desesperada, perguntando: “papai, por que o senhor vai se separar de mainha? Não deixa mainha, não, papai!” O pai perguntou quem havia dito tal coisa a ela, de onde ela tirara isso. A menina respondeu: foi Débora, a minha colega de classe. No outro dia, o pai então foi à escola conversar com a psicóloga e a professora responsável pelas crianças, as quais se comprometeram de averiguar a razão que levou Débora a afirmar tal coisa. Uma semana se passou, e a surpresa veio logo em seguida: 80% das crianças daquela sala de aula eram filhos de pais separados, crianças que guardavam algum tipo de trauma pela separação dos pais.

Após comentar essa história com a minha irmã mais nova, que também tem uma filha de 6 anos e é muito bem casada, fui rapidamente surpreendido por ela, que me trouxe um outro relato, igualmente parecido e preocupante. Dessa vez, as personagens eram outras: Maria Luiza, minha sobrinha e uma amiga dela de classe. Transcreverei em seguida o diálogo das duas, conforme narrado por minha irmã:

– Tua mãe ama teu pai? Perguntou a colega à Maria Luiza.

– Sim, ama. Respondeu minha sobrinha.

– Porque o meu pai não ama a minha mãe. Eles só fazem brigar, e o papai vive chamando nomes feios com a mamãe.

Luiza responde:

– Meus pais também brigam, mas depois eles pedem desculpa e ficam numa boa.

Quando estão enfrentando uma crise na relação, com forte desejo de se separarem, marido e esposa não imaginam as marcas que aquela decisão pode causar na vida dos seus filhos. Infelizmente, as crianças não têm estrutura emocional saudável nem condições psicológicas necessárias para aceitar numa boa a separação de ambos. Intuitivamente, essas crianças sabem que nasceram e são criadas dentro de um lar, onde, ao redor delas, há a presença de um pai e de uma mãe. Aos poucos, elas vão aprendendo também que a isso chamamos FAMÍLIA, e que essa instituição, criada por DEUS, não pode ser desfeita por causa da péssima condução do lar pelos responsáveis. Os pais serão sempre os super-heróis de todo filho, e, como tais, não podem se entregar face às adversidades que se levantam. Antes de deixarem tristes sequelas nos seus filhos, os pais deveriam, de todas as formas, buscar apoio, especialmente em DEUS (e, se for o caso, também com terapeutas cristãos da área de família) para que a família não acabe. A ferida de uma separação nos filhos não vai ser curada se os pais conseguirem manter uma relação amigável ou se os filhos se tornarem bons amigos dos novos cônjuges que porventura venham a aparecer.

As duas histórias transcritas acima trazem dois pontos distintos do problema. O primeiro, o trauma de quem sofre com a separação dos pais, de quem já assimilou como normal que casamentos existem para serem desfeitos. Certamente a criança da primeira história sofrerá com esse mal no futuro. O segundo, a dor de uma criança que ainda tem seus pais ao seu lado, mas que não suporta presenciar as brigas e as confusões entre eles. Para essa segunda criança, que já conseguiu associar a falta do amor à falta de respeito, ela crescerá e se desenvolverá no meio de uma sociedade impiedosa, agressiva, que se inicia dentro do ambiente familiar. O segundo problema, sem sombra de dúvida, desaguará no primeiro.

Se o núcleo familiar pode se parecer, aos olhos dos filhos, com um lago tranquilo, com águas calmas, a separação dos cônjuges representará para eles como uma pedra atirada violentamente no meio desse lago. As separações são como uma avalanche que atinge todos os setores da vida de um menor de idade. Observem alguns depoimentos de crianças que têm os pais separados:

“Eu era muito jovem. Não entendia o que estava acontecendo. Eu sabia que estava faltando o papai, mas não sabia por quê” (Menina de 8 anos).

“Eu estava muito zangado com o meu pai e queria que ele morresse para que eu pudesse me lembrar dele do jeito que era antes de nos deixar, e não no que ele tinha se transformado” (Menino de 9 anos).

“Meu pai não nos deixou. Minha mãe me levou enquanto eu dormia e ela o deixou. Eu não sabia nada sobre isso” (Menina de 5 anos).

“Atualmente moro com meus avós. Vivo com eles desde os nove anos de idade. Minha mãe e meu pai se separaram três vezes. Eu enfrentei o primeiro e o segundo divórcio de minha mãe. Meus avós me protegeram dos outros divórcios” (Jovem de 18 anos).

Se é tão difícil curar as cicatrizes na alma e no caráter dos filhos que tiveram os pais (legitimamente casados) separados, o que dizer dos filhos que nasceram frutos do adultério, ou seja, oriundos de uma relação sexual ilícita dos seus pais? Os dois, para DEUS, são pais dessa criança, mas não são marido e esposa legítimos, ainda que tenham oficializado a união segundo a Lei Civil. Ao descobrirem, segundo o temor à Palavra de DEUS, que não devem permanecer mais juntos, que têm que separar o leito, pois estão em adultério (um dos dois ou os dois já foram casados antes com outra pessoa), deixarão inevitavelmente marcas profundas nos filhos que só DEUS poderá apagá-las. Terão, agora, que conduzir a educação (e as outras responsabilidades) dos filhos, vivendo em casas separadas; e fazê-los entender, quando atingirem o nível de maturidade suficiente, que eles (os filhos) nasceram em decorrência do pecado da mãe e do pai, mostrando isso na Palavra de DEUS. Se assim fizerem, destruirão o mal e evitarão que os filhos não trilhem por esse caminho no futuro.

Trazendo esse tema para as igrejas cristãs, um outro fator desperta muita preocupação: a falta de ambiente e de lideranças potencialmente preparadas para lidar com ovelhas emocionalmente doentes, sofrendo de insegurança, agressivas, devido a traumas do casamento. Infelizmente, a maioria dos pastores ainda desconsidera a importância psicossocial na vida humana. Para muitos, doenças emocionais, carências afetivas, traumas psíquicos, herdados de uma separação, são tratados com jargões do tipo “repreendo em nome de Jesus” ou “sai satanás”. Essa lacuna gera uma crise de identidade dentro das igrejas. As pessoas geralmente se perguntam: “por que não consigo externar para minha vida social aquilo que sou dentro dos templos?” No ambiente de trabalho, um cristão grita com seus subordinados, um outro furta ou deseja a mulher do próximo, chegando ao ponto onde nossa identidade cristã não apresenta mais diferença em relação à identidade do ímpio. O que afirmo é que a ideia de espiritualizar tudo só aprofunda os problemas comportamentais do necessitado.

Nos bancos das igrejas é comum encontramos pessoas que passaram pela experiência da separação. Os filhos, como herança de um matrimônio que não deu certo, apresentam uma variedade de estados emocionais. Alguns têm medo da vida, outros são bem ajustados. Alguns têm bons relacionamentos com os pais, outros foram abandonados. Alguns ainda estão profundamente magoados, outros já aprenderam a perdoar. Enfim, os filhos que melhor enfrentam a separação dos seus pais são aqueles que possuíam uma forte estrutura emocional – os que se sentiam amados e aprenderam a ser responsáveis por si mesmos e por suas reações. Porém, nem todos os filhos possuem uma “saúde” emocional estabilizada, como disse anteriormente. Para esses, a separação se torna um processo psicológico devastador, com profundas cicatrizes emocionais, que reflete na relação social e escolar.

É preciso perceber que, embora o casamento tenha sofrido um forte abalo, a boa relação tem que ser mantida, principalmente quando se deixam frutos do casamento. Se a separação é inevitável na vida de um casal, que os envolvidos, inicialmente, não tratem de buscar a solução, relacionando-se com outras pessoas. Os pais precisam superar seus orgulhos, os aborrecimentos, as culpas, enfim, precisam deixar de olhar para si um pouco para cuidar da família como algo sagrado, indissolúvel. A primeira providência é nunca se separar dos filhos. Muitas vezes são eles que mais sofrem com o desajuste familiar. Se não mais conforta aos pais saberem que DEUS não é favorável às separações e aos divórcios; se não há mais caminhos de esperança a trilhar, que reste, então, a preocupação pelo futuro dos filhos. Pais separados encontram amparo nas igrejas, com psicólogos, grupos religiosos, apoio de amigos, organizações destinadas a esse objetivo, familiares, amigos, conselheiros no geral. Os filhos, com frequência, são a parte negligenciada e habitualmente se sentem sozinhos, desamparados, sem condições de se defenderem. A unidade familiar é a principal referência de um filho. Ele cresceu e se reconheceu dentro de uma família (pai, mãe e irmãos). Essa referência passou a ser o seu mundo, a sua identidade. A quebra dessa unidade cria uma série de dúvidas e tudo se torna instável.

Tenho um grande amigo de infância em Olinda, Pernambuco, que teve que presenciar a separação dos seus pais ainda criança. Após esse desligamento, apareceram profundos distúrbios emocionais e até mesmo doenças. Ele cresceu com a ideia paterna que a mãe sempre lhe ensinou: “seu pai é a causa de todos os problemas”. Mais de 30 anos se passaram, esse amigo se casou, também se separou, e até hoje as suas dificuldades emocionais e físicas se agravaram. O pai faleceu recentemente e nunca teve contato algum com o filho. Geralmente, o pai ou mãe tenta esconder dos filhos suas próprias dores; porém, expressá-las de forma direta ou injusta, pode legitimá-las.

Certa vez, ao ler sobre as consequências das separações dos pais na vida dos filhos, surpreendi-me com alguns depoimentos: “eu choro, à noite, quando estou na cama, mas minha mãe nunca fica sabendo”. Uma garota afirmou: “Eu procuro não demonstrar ao meu pai uma dor que eventualmente é minha e é dele também”. Ao ser perguntada sobre as suas expectativas do que pretende fazer no futuro, uma jovem respondeu: “vou me casar, ter filhos e me separar”. É lamentável, mas os adolescentes de hoje veem a desestruturação familiar como um caminho impossível de não ser trilhado. Em outros textos, vi a preocupação que muitos filhos têm com a falta de diálogo dos pais depois da separação. Não faz muito tempo (década de 80), estudei numa grande escola pública, com aproximadamente três mil alunos, em um bairro da cidade de Olinda. Naquele tempo, não me recordo ter conhecido ou ouvido falar de algum aluno que tivesse os pais separados. E, acreditem, eu era uma pessoa extremamente conhecida naquela instituição de ensino. Hoje, século XXI, difícil é encontrar uma criança, um jovem, que não tenham sofrido com a separação dos pais.

“O mundo jaz no maligno” (1 João 5:19), como bem afirma a Palavra de DEUS. Não me surpreendo se as pessoas que não temem a DEUS se separam e acham isso normal. O que me preocupa é a igreja aceitar isso como algo normal, irreversível. Quando a igreja de CRISTO aqui na terra (as pessoas que carregam consigo a marca de JESUS) não rejeita as trevas que no mundo há, é porque grandes são as trevas dessa igreja: “Se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que há em ti são trevas, quão grandes serão tais trevas” (Mateus 6:23).

Acredito ser possível reverter esse quadro. Como disse anteriormente, devemos fazer com que os pais olhem muito além de suas mágoas e ambições, mantendo como prioridade, em suas mentes, as consequências devastadoras que seus filhos podem apresentar no futuro. Uma separação até pode resolver alguns problemas, porém, inevitavelmente causará novos. Somente o milagre do perdão e da reconciliação, gerados em corações tementes a DEUS, pode impedir futuras gerações de filhos divorciados. Meu desejo, ao invés de uma geração frustrada, é ver uma geração abençoada no propósito familiar; não só com desejo de subir ao altar, mas também de permanecer ajustada no compromisso de superar todas as dificuldades, e encravar verdadeiramente, no seio da humanidade, o selo do Amor que o apóstolo Paulo proclamou na sua Primeira Carta aos Coríntios, capítulo 13: “tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (vers. 7). Somente em CRISTO, renovando diariamente o compromisso do casamento por meio da Palavra de DEUS, poderemos transformar esse meu sonho (que acredito ser o seu também) em realidade. Que DEUS nos ajude!!

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo. 

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4 respostas para Filhos de pais separados

  1. Luiz César disse:

    Prezados, paz!

    Sou obrigado a confessar que este texto de hoje me fez chorar, muito! Estou no trabalho, não me contive, fui para o banheiro e quanto mais lia o texto, mais lágrimas corriam pelo rosto. Chorei copiosamente.

    Se a dor de uma saudade, a expectativa da reconciliação, a angústia pela indiferença que somos tratados, as manifestações dela em querer divórcio… tudo isso dói (e como dói) a dor da saudade dos filhos, a falta que sinto deles na hora do beijo e oração da noite, acordá-los para ir à escola, o bate papo sobre o que cada um fez no dia, os afagos e carinhos que temos entre nós… AH ISSO NÃO DÓI, ISSO DESTRÓI O CORAÇÃO DE UM PAI.

    Sendo a minha esposa filha de um casamento desfeito enquanto ela era adolescente (e depois o pai constituiu outra família que igualmente se desfez), eu esperava que a dor sentida por ela servisse de aprendizado para não provocar o mesmo em nossos filhos, mas até isso o orgulho e egoísmo vividos por ela atualmente a ofuscaram. Ela diz “nem mesmo o sofrimento dos filhos é motivo para eu manter uma relação que se desgastou…”, “sei de tudo isso, mas eu estou bem, me sinto leve, livre e feliz, assim está bem…” não te parecem mesmo palavras do maligno?

    Amados, quando é que Deus vai concluir sua obra em nós? Quando é que ELE vai nos colocar de volta no caminho da reconciliação? Quando é que Jesus vai me levar de volta para casa e permanecer lá conosco para sempre? Como são aflitivas essas indagações…

    Amigos, a certeza que Deus vai cumprir sua promessa é a única coisa que tem me mantido firme, vivo, de pé, com esperanças. Do contrário (caso Jesus não estivesse me levasse em seu colo) eu já estaria perdido no mundo da devassidão, talvez nas boates e bebedeiras, certamente envolvido com prostitutas, aliciado pelo mundo da perdição. Agradeço e louvo a Deus por ELE ter me colocado de volta em sua presença, sedento por sua Palavra, atento aos seus ensinamentos, preparado para ser feito em mim segundo a vontade DELE.

    Pastor, eu peço que o Senhor o encha de graças, força, fé e perseverança. Seu trabalho neste Ministério tem sido uma grande fonte de fortaleza e aprendizado, muito obrigado!

    Em Cristo.

    LCC
    Brasília-DF

  2. Adriana Maria de Sousa disse:

    Em relação a “o mundo jaz no maligno” 1 João ( 5:19) , acho que a destruição da família é o plano nº 1 do inimigo contra a humanidade, pois, hoje em dia, a quantidade de separações cresce em exponecial e os valores morais estão quase extintos. Esse é UM DOS sinais que estamos mesmo no fim dos tempos, inclusive a aprovação na câmara de casamentos homosexuais! É estamos no Apocalipse.
    JESUS CRISTO tenha piedade de nós.
    Adriana Sousa
    Recife,PE.

    • Luiz César disse:

      Prezados,

      Penso que a Adriana tocou num assunto muito grave para o rumo que toma o mundo, a ação do maldito tem se alastrado na busca pela destruição das famílias. Eu só gostaria de chamar a atenção quando tratamos deste assunto que foi pauta de aprovação no STF: podemos chamar isso de qualquer coisa, “uniao”, “contrato”, “junção”, etc. mas jamais, jamais devemos nos reportar a essa aberração com o nome de “CASAMENTO”. O matrimônio é um sacramento, instituído e abençoado por Deus, o que não tem absolutamente nada a ver com essa idéia estapafúrdia de juntar duas pessoas do mesmo sexo como se fosse possível criar uma família. FAMÍLIA não é isso, CASAMENTO não é isso. Então paremos de usar os nomes santos em ações humanas que são criadas pelo maligno.
      LCC
      Brasília-DF

  3. Vânia Érica disse:

    A paz de Deus, com todos! Hj é aniversário de meu filho , 15 anos, lindo não!?
    Pois é , meu marido passou ontem , tomou um café e disse que o pegaria hj às 11 h…..
    Já são 12h09 ele ainda não chegou. Como acreditamos que seu tenro coraçãozinho esteja? Bem meu marido disse que é normal, que ele tem que aceitar , que é um homem e blá,bla´,blá. Tive uma conversa séria com ele, inclusive citando a “normalidade dessa lei” aos homossexuais. ;qdo saiu pediu perdão pro filho e que ele cuidadasse de mim. Enfim, continuo pedindo orações e orando por vós,,,,estamos na peleja contra as potestades então……oremos, e peçamos forças ao Altíssimo, so Ele para tocar e trocar esses corações endurecidos pelo pecado.. ….Queridos fiquem com Deus. Pr. Fernando César,, obrigada por ser tão usado por Deus!Que haja em ti um coração sempre humilde ,obediente e temente a Deus.

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