Pela cabeça de João Batista

“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2).

Há aproximadamente 30 anos, o comportamento da igreja de CRISTO era muito diferente do que é hoje. Os cristãos eram taxados de fanáticos por rejeitarem a cultura e os comportamentos sociais. Não precisava ser jovem nem adulto aquela época para ter conhecimento dessa realidade. Basta buscar informações através dos arquivos dos jornais ou mesmo conversar com as pessoas mais antigas.

Existia uma parede de separação entre o mundo e a igreja de DEUS aqui na terra, pelo menos no que diz respeito à postura, a concepções, a pontos de vista. Ser crente em JESUS, como disse anteriormente, era sinônimo de fanatismo religioso pelas pessoas do mundo; e de herege pelos seguidores de uma determinada religião tradicional. Éramos fanáticos e hereges porque éramos radicalmente diferentes do mundo, e, por isso mesmo, muito perseguidos e injustiçados.

Hoje, no decorrer do século XXI, a igreja cristã perdeu o rótulo de fanática e já é aceita pelo mundo e pela igreja romana, que se aproximou dos evangélicos com a justificativa de que juntos, unidos, poderíamos lutar melhor pela paz no mundo. A igreja cristã, salva e remida, aos poucos, foi enveredando por caminhos perigosos, ameaças à fé límpida, pura, incontaminável, com a intenção de fazer com que o mundo chegasse mais perto de JESUS. A consequência disso foi contrária e catastrófica: o mundo continuou com suas revoluções satânicas e, sutilmente, introduzindo-as dentro da igreja. Quando me refiro à igreja, não cito o templo, a denominação, mas o coração, a fé dos nascidos de novo em CRISTO JESUS. Foi dessa forma que a igreja, atrelada a essa contaminação espiritual, perdeu o título de fanática, louca, insana, herética, perdida. Bons eram aqueles tempos. Explico por quê.

A cultura e o comportamento estão sempre mudando. Tais avanços nem sempre trazem benefícios ao povo de DEUS. Em alguns casos, até poderia admitir (mesmo com a minha “alienação espiritual” reinante, oriunda dos tempos passados), como, por exemplo, o desenvolvimento da tecnologia. Ninguém seria tão alienado ao ponto de não admitir que as Bíblias em forma de CD-ROM, os notebooks e a Internet, não tenham proporcionado grandes conquistas às pesquisas e aos estudos nos centros religiosos. Aliás, o aparecimento desses Centros de Teologia Cristã também foi herança daquilo que o secular nos apresentou como bom fruto.

Mas não poderíamos jamais nos esquecer das palavras do apóstolo Paulo: “não se conformem com tudo o que o mundo lhes apresenta; antes, transformai”. Não podíamos ter desmerecido tão grande e precioso conselho, que nos fortaleceria no processo de santificação. Em outras palavras, Paulo mandou que tivéssemos cuidado para não invejarmos aquilo que a cultura e o comportamento seculares têm por normais: “vocês, filhos de DEUS, separados pelo Amor de CRISTO, devem ser diferentes do mundo”. Houve muitas outras advertências, na Bíblia Sagrada, para que os filhos de DEUS não se misturassem com o mundanismo: “Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno” (1 João 5:19); “Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:14); “e o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera” (Mateus 13:22); “Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mateus 16:26); “E dizia-lhes: vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo” (João 8:23); “o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós” (João 14:17); “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece” (João 15:19); “(…) no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16:33).

Está muito clara a oposição radical entre o mundo, esse sistema entregue ao pecado, ao diabo e seus anjos, e o Reino de DEUS. O povo, separado por JESUS, remido pelo Seu Sangue, existe para influenciar o mundo, rejeitar as suas obras, e não ser influenciado por ele. E muitos são os exemplos na Bíblia das pessoas de DEUS que rejeitaram as coisas do mundo e, por esse motivo, perderam até suas vidas, por obediência à Palavra Santa. Hoje quem estaria disposto a isso?

João Batista perdeu a cabeça, literalmente dizendo, por denunciar o adultério, um segundo casamento do rei Herodes: “Porquanto o mesmo Herodes mandara prender a João e encerrá-lo manietado no cárcere, por causa de Herodias, mulher de Filipe, seu irmão, porquanto tinha casado com ela. Pois João dizia a Herodes: não te é lícito possuir a mulher do teu irmão” (Marcos 6:17-18). Ora, Filipe, legítimo marido de Herodias, estava vivo quando da ocasião na prisão de João Batista, vindo a falecer somente quatro anos depois. João se opôs ao que era comum no mundo, orientou o rei na Palavra de DEUS, e mesmo assim teve a cabeça levada como prêmio.

Mas a igreja, diferentemente do que fez João Batista, vai aceitando como normal, pelo menos depois de algum tempo, o que o sistema mundano cria.

Por exemplo, a igreja se escandalizou e foi às ruas quando o Supremo Tribunal Federal, em maio de 2011, considerou como legal a união estável entre pessoas do mesmo sexo, dando-lhes direitos iguais a um casamento entre heterossexuais. No mesmo período, houve várias manifestações de religiosos no Brasil contra o PL 122, que dá livre acesso aos pares homossexuais nas igrejas, celebrações, e pune quem os advertir por tais atos. Mas não custa lembrar que essa mesma igreja posicionou-se de forma contundente quando da aprovação da Lei 6.515, de 26 de dezembro de 1977 (de autoria do Senador baiano Nelson Carneiro), que instituiu o divórcio no Brasil. Uma Lei que, pelos ensinamentos de JESUS, é perversa e diabólica, porque dá direito à pessoa a se divorciar e a se “casar” outra vez, tornando-a adúltera. Para os grupos feministas e liberais, um avanço. Para os cristãos, seguidores da Palavra de DEUS, uma obra do mal, que visa a destruir a principal instituição criada por DEUS: a família.

Hoje, a igreja se coloca do lado de quem celebra a cabeça de João Batista sendo entregue em uma bandeja, em um bacanal em favor de uma adúltera, e solta fogos para o rei Herodes. João Batista, o homem que mereceu de JESUS talvez as mais profundas e belas palavras elogiosas que se poderia fazer a um que foi tão santo quanto mortal: “Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista (…)” (Mateus 11:11). É absolutamente normal se casar, divorciar-se e, logo em seguida, contrair novas núpcias, com o consentimento das lideranças que se revestem da autoridade de DEUS, para aprovar tal absurdo. Na verdade, os papéis se inverteram: o errado da história foi João Batista, quando expressou para o rei a vontade de DEUS em relação ao casamento; e o certo, o justo, o rei. Afinal, quantas pessoas já se divorciaram e se deram em “casamento” com outras pessoas, abafando a voz de CRISTO que taxa tal procedimento de adultério?

Da mesma forma que esses falsos pastores, hipócritas (pois dizem defender a indissolubilidade familiar, ao mesmo tempo em que admitem o adultério no meio da igreja), atualmente celebram segundo “casamento” de divorciados, um dia também estarão formalizando, na igreja, a união entre pessoas do mesmo sexo. E essa não é nenhuma profecia do diabo nem algum extremo pessimismo, mas a pura realidade, na visão de alguém que enxerga a hipocrisia e a heresia contaminarem doutrinas e assiste, tristemente, à corrupção tomando conta da maioria das igrejas ditas cristãs. Quero deixar bem claro que, em 1977, católicos e evangélicos estavam unidos em prol do mesmo propósito, ou seja, contra a aprovação da dita Lei. Hoje, para fazer justiça, o líder maior do Catolicismo Romano, o Papa Bento XVI, foi o único que veio a público dizer, com muita coragem, que não admite jamais que nenhum sacerdote católico promova celebrações em que pelo menos uma das pessoas seja divorciada. Bento XVI exclamou em alta voz: “é adultério!” Quem mudou de lado não foram as lideranças católicas, que se mantiveram sozinhas em prol da indissolubilidade matrimonial, mas a maior parte da igreja que se diz cristã. Que vergonha!

No passado, hereges, fanáticos, loucos, alienados, eram todos aqueles que se colocavam contrários às decisões mundanas, e que, repito, foram presos, torturados, e até perderam as suas vidas por amor à Palavra de DEUS. No presente, quem anda na contramão dos acontecimentos satânicos está no lado oposto da igreja corrompida, que apenas professa a JESUS com os lábios, e essa mesma pessoa é tida como arcaica, fora de moda, antiquada, retardada, porque, dentre outras coisas, espera em DEUS, pela restauração da sua família. Eu, assim como João Batista, não uso a máscara da incoerência nem do medo; tenho uma só posição e bem radical, amparado na certeza daquilo que o Espírito Santo me orienta: casamento para DEUS é um só. Não abro mão disso, ainda que eu seja o mais fanático dos fanáticos, o mais louco dos loucos, o mais alienado dos alienados; ainda que me prendam e ofereçam também a minha cabeça a prêmio, como fizeram com João. Nada disso me preocupa, pois, assim como disse o meu SENHOR JESUS CRISTO, “o meu reino não é deste mundo” (João 18:36), não é aqui, mas no Céu, de onde espero toda a certeza, toda a manifestação da plena justiça e onde encontrarei o descanso eterno para a minha alma, na presença do meu PAI. Que DEUS nos abençoe!

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é Pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo. 

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Eu busco ao Senhor – Santa Geração

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Perdendo para se encontrar

“Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por minha causa, achá-la-á”. (Mateus 10:39)

 

Todos os cristãos do mundo foram chamados e separados por CRISTO para perder a sua vida perdida, para abrir mão do EU que aprisiona o ser humano. Que chamado tremendo! Essa vida de renúncia não é para todos, mas para alguns poucos que rejeitam a sua felicidade e o projeto pessoais para ouvir e atender ao chamado de JESUS.

O versículo introdutório traz o principal conselho para quem deseja viver uma vida com DEUS e libertar-se do egoísmo. O EU humano é o maior inimigo dele mesmo. Desde cedo, a pessoa é educada a buscar caminhos de felicidade. Por isso a frase mais comum é “seja feliz!”. A felicidade é a meta. Não importa com quem, nem por onde, mas a pessoa fará qualquer coisa para alcançá-la. Vale tudo. Até transgredir os conselhos de CRISTO e usar as Suas misericórdias como justificativas para uma prática errada, pecaminosa. Quantos, neste mundo, estão dispostos a renunciar a tudo e seguir JESUS? Ao contrário, preferem viver para as suas cobiças e a dividir a glória de DEUS com elas. A perda, que comumente é símbolo de derrota e de fracasso para os incrédulos, aqui, à luz da Sabedoria divina, representa o caminho do céu e de quem deseja “arregaçar as mangas” e trabalhar para o Reino de DEUS.

Aquele que não se dispõe a viver uma vida de novidades com DEUS jamais poderá encontrar o tesouro valioso da eternidade. Imagine você se encontrando com JESUS numa estrada e ouvindo dELE que, para segui-lO, você primeiro terá que perder totalmente a sua vida velha. JESUS, em todas as ocasiões, por onde passava, colocava essa condição como primeira e indispensável para que uma pessoa pudesse alcançar a vida eterna. O Filho de DEUS disse certa vez a um homem muito religioso, príncipe dos fariseus, que era impossível conhecê-lO sem que antes passasse por essa maravilhosa experiência da perda.

Perder a própria vida por Amor a DEUS significa superar o egoísmo, principal obstáculo para um homem conhecer o plano de salvação da alma. Essa felicidade pessoal, desenvolvida em cima de puro egoísmo, impede o homem de ouvir a Voz de DEUS e o torna religioso. Assim ocorreu quando um jovem rico perguntou a JESUS o que era preciso fazer para segui-lO. “Disse-lhe Jesus: se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Então, vem e segue-me. O jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades” (Mateus 19:21-22). Um conceituado médico russo, quando estava bem perto de morrer fuzilado por causa do seu testemunho cristão que se havia espalhado por todo o país, fora-lhe perguntado se não aceitava o alto posto de Ministro da Saúde em troca de negar JESUS CRISTO como Senhor e Salvador de sua vida. Ele não aceitou. Disse que nada nem ninguém poderiam roubar a certeza de que muito breve estaria com CRISTO. Depois disso foi executado sumariamente. Há uma profunda diferença de atitudes entre o jovem rico, da parábola bíblica, e o médico russo. Enquanto o primeiro era preso às suas fortunas terrenas e fazia disso o seu deus e a sua segurança; o segundo preferiu perder a sua própria vida pelas mãos dos homens, liberto interiormente dos bens terrenos que era, para que, adiante, pudesse estar no Reino dos Céus. A vida com CRISTO é uma vida de renúncias. E a primeira delas certamente é renunciar a si mesmo; aos erros e aos pecados; revestir-se, através da confissão sincera, do Sangue de JESUS e receber a presença do Espírito Santo em sua vida. 

Quando alguém me pergunta se sou feliz, eu respondo: “sou santo, por isso sou feliz”. A minha felicidade é consequência da vida de obediência a DEUS que procuro seguir a cada dia. Já perdi a minha vida velha, desgastada, desbotada, e passei a sofrer por amor ao Evangelho. Perdi-a para nunca mais encontrá-la. Perder a própria vida significa então abandonar a velha criatura; reconhecer-se pecador. É uma perda que gera um encontro maravilhoso e inesquecível com DEUS. No caminho para Damasco, o jovem Saulo perdeu a sua vida de perseguidor da igreja cristã e a recebeu transformada, já como Paulo, e tornou-se apóstolo de JESUS. O Salvador nos lembra: “Quem achar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida, por minha causa, achá-la-á” (Mateus 10:39).

Um dos paradoxos da vida é que uma pessoa que aborda tudo com a atitude “o-que-eu-ganho-com-isso” pode conseguir dinheiro, propriedades e terra, mas ao final perderá a satisfação e a felicidade que sente uma pessoa que compartilha seus talentos e dons generosamente com outros. O apóstolo Paulo largou a sua vida tranquila para uma vida de lutas e dissabores, onde foi subjugado, torturado e humilhado por Amor a outros milhares de desconhecidos e a DEUS, que o chamou para uma grande missão. Ele não pensou: “o que receberei em troca ao me tornar cristão”. A vida de Paulo me remete a uma grande verdade: o verdadeiro cristão foi chamado para, inicialmente, sofrer; e, em sua trajetória, ser mais que vencedor. Perdendo, sofrendo e vencendo. Esses devem ser os três grandes pilares do cristão.

Precisamos nos conscientizar da enorme necessidade que temos de seguir a JESUS; independentemente do que ELE venha a fazer por nós. Maior sacrifício fora realizado na cruz, quando do grande plano de salvação para os filhos de Deus: “(…) Eis-me aqui, envia-me a mim” (Isaías 6:8), e “(…) Pai, faça-se a tua vontade” (Mateus 26:42). E assim Ele se tornou o nosso Salvador. O egoísmo é uma das características humanas mais desprezíveis, que precisa ser superada urgentemente; ele nos afasta do Reino de DEUS. Torturamos nossa alma quando nos concentramos no obter em lugar de dar. Precisamos exercitar essa capacidade de fazer pelo outro e por DEUS sem que esperemos o que vamos receber em troca disso.

Em 11 de setembro de 2001, as torres gêmeas do World Trade Center em Nova York foram atingidas por aviões controlados por terroristas que provocaram o desabamento das duas torres. Milhares de pessoas foram mortas. Devido a essa tragédia, soubemos de centenas de histórias de atos corajosos e altruístas. Um relato muito tocante e heróico encontra-se na história veiculada pelo jornal “Washington Post” a respeito do coronel do exército aposentado Cyril “Rick” Rescorla, que trabalhava como vice-presidente de segurança empresarial do “Morgan Stanley Dean Witter”. Rick era um ex-militar com muita experiência como líder de combate. Estava no escritório quando o primeiro avião atingiu a torre norte às 8h48. Ele recebeu um telefonema do 71º andar comunicando uma bola de fogo em uma das torres do World Trade Center e ordenou imediatamente a evacuação de todos os 2.700 funcionários do segundo edifício, assim como de mais 1.000 do quinto edifício. Utilizando seu megafone, ele subiu os andares, passando por uma área obstruída no 44º andar e chegou até o 72º ajudando a evacuar as pessoas de cada andar. Uma testemunha contou que viu Rick tranquilizando pessoas no 10º andar e disse a ele: “Rick, você tem que sair também”. “Só depois que estiver certo de que todos saíram”, replicou. Ele não estava de forma alguma perturbado. Estava colocando a vida de seus colegas antes da sua própria. Ele ligou para a sede do banco para avisar que estava voltando para cima para procurar pessoas perdidas. A sua esposa assistira o jato da “United Airlines” bater contra sua torre. Depois de algum tempo o telefone tocou. Era Rick. “Não quero que chore”, disse ele. “Tenho que evacuar meu pessoal agora”, completou. Mas ela continuou a soluçar. “Se algo acontecer comigo, quero que saiba que você sempre foi a razão da minha vida”. A ligação caiu. Rick não sobreviveu. O “Morgan Stanley” perdeu apenas seis de seus 2.700 funcionários na torre sul em 11 de setembro, um milagre isolado em meio à carnificina. E os executivos da companhia disseram que Rescorla merece a maior parte do crédito. Ele preparou um plano de evacuação. Ele levou apressadamente seus colegas para um lugar seguro. E então, aparentemente, retornou ao inferno para procurar pessoas que estavam perdidas.

Em meio à grande maldade e carnificina de 11 de setembro de 2001, Rick não procurou saber o que ganharia com o ocorrido; em vez disso pensou desprendidamente nas pessoas e no perigo que enfrentavam. Rick Rescorla era “o homem certo no lugar certo na hora certa”. Rick, “um gigante de 62 anos de idade que friamente sacrificou sua vida pelos outros”.

De todas as atividades que desempenhei na terra a de servir a CRISTO é a melhor de todas, assim como fazer parte de Sua igreja. Largar, jogar fora uma vida de pecados, foi a melhor perda que poderia ter me acontecido. Uma perda que me trouxe uma grande conquista: a salvação da minha alma. Às vezes é preciso perder temporariamente um marido, uma esposa, um filho, uma filha, um sonho, para recebê-lo na frente modificado. Se você sofre com uma perda momentânea que teve, foi porque não entendeu o propósito de DEUS para a sua vida. DEUS o (a) fez jogar fora o que estava errado, perder o que estava torto, mas te oferecer adiante maravilhosamente transformado. ELE é o Oleiro. Você, sua família, são o barro na mão desse Oleiro. Preste bem atenção: o Oleiro não deixa que a peça de barro caia e se despedace no chão. Ela vai ganhando formas novas em Suas mãos.

Cada atividade que desempenhamos traz uma recompensa diferente, mas a de perder a vida por Amor de DEUS produz a Paz verdadeira, além de garantir um lugar de honra e de destaque no reino da Sua glória e do Seu Amor…

(Dedico este estudo à Ettiane Pena, que hoje pela manhã estava muito deprimida. Perdendo o quê, Ettiane? A alegria de viver? Não foi isso que JESUS nos ensinou…)

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo. 

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Salvando quem não quer ser salvo

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“Mateus! Mateus! A culpa é toda sua…”

“Eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério” (Mateus 19:9) (grifo meu).

 

A velha máxima fascista dizia que a mentira contada várias vezes transformava-se em verdade. A ideia, nutrida de uma imaginação fértil, ganhou adeptos e serviu para justificar os horrores causados no Holocausto, onde mais de seis milhões de judeus foram covardemente mortos na Segunda Guerra Mundial.

O projeto de tentar transformar a Verdade em mentira ou vice-versa não teve como autores iniciais os homicidas comandados por Adolph Hitler. Na verdade, esse toque sutil, refinado e perverso teve início lá no Éden, no princípio de tudo, na criação humana. A história até já cansamos de ouvir e de ler: DEUS havia dito ao primeiro homem e à primeira mulher que de toda árvore do jardim poderiam comer livremente, mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não podiam comer; porque no dia que fizessem isso, certamente morreriam. A partir dessa ordem, entra em cena satanás incorporado na serpente, tentando transformar a Verdade de DEUS em meia-verdade ou em mentira absoluta. O final também já conhecemos: o homem culpa DEUS por tê-lo dado uma companheira perversa, astuta, maliciosa. A culpa, enfim, foi de DEUS…

Consideradas as devidas proporções, o homem, depois de muito tempo, continua desejoso de repassar as responsabilidades do que faz a terceiros. Esse é um mal que ele acha que vai eximi-lo de uma caminhada tortuosa com DEUS. No caso específico de separações e divórcios, tanto um quanto o outro ficam atirando dardos inflamados entre si, na tentativa de mostrar que a culpa nunca recai em quem atira a pedra, mas em quem a recebe. Foi exatamente isso que aconteceu no encontro de JESUS com os fariseus, quando estes levaram à presença do Filho de DEUS uma mulher pega em flagrante adultério. Os atiradores estavam ali todos sedentos, armados com suas pedras afiadas. De um lado, JESUS; e bem no centro, como se no meio de um círculo, a pobre e condenada mulher. Rápido no gatilho do Seu pensamento, JESUS muda completamente o panorama: os acusadores seriam transformados em igualmente culpados. Quem, afinal, nunca havia cometido nenhum pecado, a ponto de estar habilitado para atirar a primeira pedra naquela desprotegida senhora?

Hoje, quando alguém se dirige à sua liderança religiosa e conta, com uma dramaticidade impressionante, o seu problema matrimonial, diz logo que foi traída (o). Então, a primeira coisa que o líder faz é abrir a Bíblia (pois não há maneira mais correta de averiguar algo se não for na Palavra de DEUS), especialmente no Evangelho escrito por Mateus, mais precisamente no capítulo 19, versículo 9. É como se somente esse versículo, em todo o Novo Testamento, tratasse do problema em questão. Pronto: parece conter ali a solução, o remédio, para toda a perturbação daquela irmã ou daquele irmão. Ao invés de falar-lhe a Verdade de JESUS sobre casamento e família, o pastor, quase sem respirar, com uma firmeza impressionante em sua voz, olha para a sua ovelha e diz: “pode se divorciar, irmã, e se casar outra vez. A Bíblia permite que se faça isso em caso de adultério. Esse teu marido não tem mais jeito. Desista dele”.

O que deveria ser o fim de um problema conjugal e o recomeço de uma vida tranquila no futuro, se tornará um tormento espiritual na vida daquela pessoa. Vou explicar por quê.

O Novo Testamento foi escrito com a finalidade de nos revelar a pessoa e os conselhos de JESUS CRISTO, o mediador da Nova Aliança, aquela pela qual os nascidos de novo iriam nortear a sua conduta cristã. Oito homens receberam a grande responsabilidade de escrever sobre o alimento que iria fortalecer a vida de todo cristão, dos quais, quatro (Mateus, João, Pedro e Paulo) foram apóstolos. Dois, Marcos e Lucas, foram companheiros dos apóstolos e dois, Tiago e Judas, eram irmãos de JESUS. Mateus, Marcos, Lucas e João escreveram livros que chamamos de Evangelhos (que significam “boas-novas”), e, por isso, são chamados de evangelistas. Os três primeiros Evangelhos são chamados Sinóticos, porque apresentam uma sinopse, um resumo da vida ministerial de CRISTO. O Dr. Van Dyke afirmou: “suponhamos que quatro testemunhas comparecessem perante um juiz para depor sobre certo acontecimento e cada uma delas usasse as mesmas palavras. O juiz, provavelmente, concluiria que ambas haviam concordado em contar a mesma história”, com o estilo peculiar de cada uma. A grande diferença que há nos livros Sinóticos é o público para qual cada manual se destina, de maneira bem particular. O Evangelho de Mateus é endereçado aos judeus, para mostrar-lhes o tão esperado Messias. O de Marcos, aos romanos; e o de Lucas, aos gregos. Veja bem, o único que não se preocupou em excluir os judeus da história Sagrada foi Mateus. Ele procurou convencê-los de que JESUS era o cumprimento de todas as profecias e que toda a lei de Moisés tornar-se-ia antiquada com o surgimento DELE.

A passagem em que JESUS se encontra dialogando com os fariseus e escribas, por exemplo, acerca do casamento, foi transcrita pelos três primeiros evangelistas, com uma notável diferença: cada qual extraiu apenas os elementos da narrativa, que interessariam ao seu público-alvo. Portanto, é fácil entender a razão pela qual Mateus foi mais detalhista no ponto que se refere à citação da suposta cláusula de exceção (grifada no versículo de abertura desse nosso estudo), e que dava direito a uma pessoa repudiar o seu cônjuge. Os outros dois, Marcos e Lucas, não citaram. Há quem tente justificar o apreço pelo divórcio, afirmando que o primeiro evangelista (Mateus) tinha um estilo mais minucioso, detalhista, de abordar os fatos, em relação aos outros dois, sendo, portanto, o seu Evangelho de maior credibilidade para entendermos o assunto. Mas, ao lermos todas as passagens que aparecem de maneira comum nos três Evangelhos, veremos, de imediato, que tal justificativa alegada por alguns pastores divorcistas não é verdadeira. Por exemplo, Mateus retratou o encontro de JESUS com os fariseus sobre o casamento em 10 versículos (capítulo 19, do versículo 3 ao 12). Marcos o relatou em 11 versículos (capítulo 10, do versículo 2 ao 12) aos romanos; enquanto que Lucas preferiu relatar apenas o essencial da questão aos gregos, citando-o em apenas um versículo: “Qualquer que deixa sua mulher e casa com outra adultera; e aquele que casa com a repudiada pelo marido adultera também” (16:18).

Por que será que nem Marcos nem Lucas se interessaram em escrever a suposta cláusula de exceção em seus escritos? Já vimos que não foi pelo fato dos dois terem um estilo de escrita mais sintético em relação a Mateus (basta comparar todas as passagens apresentadas nos três Evangelhos para comprovarmos que em muitas outras, Mateus abrevia bem mais a narrativa, enquanto os outros são mais demorados. Só para lembrar, o Evangelho de Lucas é o único dos três onde encontramos informações detalhadas sobre a infância de JESUS e seu período pré-Ministerial).

O que o texto afirma no grego (língua em que foi escrito o Novo Testamento) é o que já foi revelado por muitos estudiosos: que a palavra principal da suposta cláusula de exceção é PORNÉIA, que significa em Língua Portuguesa, FORNICAÇÃO, no sentido restrito. Porém, os inimigos de JESUS e das famílias tentam, a todo custo, encontrar uma brecha para justificar o divórcio no meio cristão, e a consequente destituição da família, como se o pecado do adultério fosse uma quebra total de uma aliança, um caminho sem volta, sem chance de remissão. Para isso, dizem que a palavra PORNÉIA tinha um sentido amplo nos tempos antigos, sendo extensiva para a inclusão do termo adultério. Esse argumento não é verdadeiro, visto que no grego havia uma palavra específica para adultério, que é MOICHÉIA, presente em todos os versículos onde os autores do Novo Testamento quiseram se referir a adultério, a infidelidade no casamento. Se adultério pudesse entrar na significação de PORNÉIA, por que então Mateus teria escrito o versículo (19:9) com a presença das duas palavras? Ademais que, PORNÉIA, referindo-se apenas à FORNICAÇÃO (relação sexual antes do casamento) é citada também pelo evangelista João, quando de uma referência ao nascimento de JESUS, trazendo-nos uma grande luz conclusiva: “Vós fazeis as obras de vosso pai. Disseram-lhe, pois: Nós não somos nascidos de PORNÉIA (no original); temos um Pai, que é Deus” (João 8:41).

Estudando e refletindo sobre a maneira como JESUS nasceu, iremos encontrar a real justificativa de o termo PORNÉIA ter aparecido apenas no Evangelho escrito por Mateus. Lembram-se de que Mateus escreveu o seu Evangelho especificamente para os judeus? Pois só no livro de Mateus iremos encontrar uma informação preciosa da Lei (que veremos no próximo parágrafo), em que Moisés apenas permitiu repudiar a mulher em caso de fornicação. A tal Lei foi escrita e assinada apenas para o cumprimento dos judeus, simplesmente, “pela dureza do coração” deles, como bem disse JESUS, em Mateus 19:8. Para os que têm um coração duro, o apóstolo Paulo escreveu: “Mas, segundo a tua dureza e teu coração impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus, o qual recompensará cada um segundo as suas obras” (Romanos 2:5-6); “E digo isto e testifico no Senhor, para que não andeis mais como andam também os outros gentios, na vaidade do seu sentido, entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus, pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração” (Efésios 4:17-18). Ou seja, a Lei que Moisés assinou permitindo o repúdio em caso de fornicação não poderia jamais ser aplicada por um cristão, uma pessoa nascida de novo, de coração obediente a vontade de DEUS.

A primeira narrativa de Mateus, após apresentar a genealogia de JESUS logo no início do seu livro, foi a de narrar o nascimento do Filho de DEUS. Conta-nos o ex-cobrador de impostos que Maria, estando despojada de José, noivos, próximos ao casamento (de se darem carnalmente um ao outro), achou-se grávida. Para os menos desavisados da época, era como se Maria, de uma hora para outra, tivesse abandonado a boa reputação que a sociedade e os religiosos lhe imputavam; e traído José, às escondidas, com outro homem. Era um caso claro de FORNICAÇÃO, de PORNÉIA. Era um pecado previsto na Lei de Moisés e que dava amparo ao supostamente traído José. Então, José, decepcionado, com vergonha até de sair de casa, intentou em seu pensamento abandoná-la. Era uma decepção de quem imaginava ter feito a escolha errada da mulher para se casar. José pensou abandoná-la secretamente, amparado na Lei. Logo em seguida, aparece-lhe um anjo e conta-lhe toda a verdade: “(…) José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua esposa, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo. E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mateus 1:20-21). Que alívio José sentira naquele instante! Não chegara ainda o momento de ser pai, de engravidar Maria, depois do casamento, e pela vontade da carne dos dois.

Pela Lei, José até que poderia repudiar a sua noiva Maria e se casar com outra. Repúdio, quando uma das partes em um namoro ou noivado comete fornicação, é permitido; pois o desejo de DEUS é que toda mulher-noiva se case virgem e tenha o seu marido como único homem (como esse desejo de DEUS está quase impossível de ser realizado nos dias de hoje!). Mateus, ao citar a suposta cláusula de exceção, lembrou-se do caso de José. Um caso que só foi citado por ele, ignorado por Marcos e Lucas, que escreveram para públicos desinteressados no conteúdo judaico. José, adiante, recebeu a Maria como sua esposa, com a qual veio a ter vários filhos.

Hoje, por conta dos interesses malignos e espúrios de quem traduz a Palavra de DEUS para várias linguagens, e A distorce, e A altera, repito, segundo os seus vis interesses, é que a mentira se transformou em verdade e destruiu as famílias de milhares de pessoas, que não quiseram ouvir a voz do SENHOR JESUS! Por esse motivo é que milhares já desceram condenados ao inferno e outros milhares ainda descerão; pois os adúlteros, segundo a Palavra de DEUS, já estão condenados: “não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus” (1 Coríntios 6:10) (grifo meu). Esses malditos, deturpadores da genuína Palavra de DEUS, talvez nunca venham a se arrepender da mentira que introduziram no coração de tantos líderes cristãos, e estes a repassaram como sendo Palavra de DEUS às suas ovelhas, as quais, por sinal, ao invés de orarem, ao invés de examinarem o Novo Testamento como um todo (não atentaram para o que está escrito em Marcos 10:11-12, Lucas 16:18, Romanos 7:2-3, 1 Coríntios 7:10-11 e o versículo 39. Antes, preferiram ficar com um versículo isolado e pessimamente explicado), guardaram aquilo que amenizava as suas dores por um momento apenas, que confortava o EU de cada uma. São essas mesmas pessoas que um dia estarão frente a frente com JESUS e dirão como que transferindo as suas responsabilidades: “A CULPA, JESUS, É EXCLUSIVA DO EVANGELISTA MATEUS…”. E DEUS as encaminhará ao lugar justo. Ora vem, Senhor JESUS!

FERNANDO CÉSAR – Escritor, autor dos livros “Não Mude de religião: mude de vida!”, “Pódio da Graça”; “Antes que a Luz do Sol escureça” e da coleção “Destrua o divórcio antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua o adultério antes que ele destrua seu casamento”, “Destrua a insubmissão antes que ela destrua seu casamento”. Também é pastor e líder do Ministério Restaurando Famílias para Cristo. 

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Restaurando Sonhos – Ministério Unção Ágape

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Minha vida, meu testemunho

“E outra (parte da semente) caiu em boa terra e deu fruto: um, a cem, outro, a sessenta, e outro, a trinta. Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça” (Mateus 13:8-9) (grifo meu).

Eu era uma jovem de 17 anos quando conheci um homem 6 anos mais velho que eu, amigo de festa do meu irmão. Gostei dele logo à primeira vista e ele também gostou de mim. Com pouco tempo, depois descobri que ele já tinha sido casado. Minha mãe não queria o namoro e deixou bem claro que ele só queria sexo comigo. Resolvi acreditar na palavra dele e continuar o namoro mesmo contra a vontade da minha mãe. Ele tinha se separado da esposa há dois quando nos conhecemos. Um dia a esposa dele foi à casa de uma amiga minha e disse que eu poderia até namorar ou casar com ele, mas nunca seria a verdadeira esposa: “podem se passar muitos anos, mas eu nunca deixarei de ser a esposa dele”.

A minha amiga me aconselhou a terminar este namoro senão iria contar tudo a minha mãe. Então resolvi terminar o namoro e ele me pediu apenas um mês para resolver esta situação e, realmente, dentro de um mês saiu o divorcio (para mim foi à maior prova de amor). Então namoramos mais um ano e começamos a ter um relacionamento sexual, onde acabei engravidando. Ele me fez acreditar que um aborto seria a melhor coisa (como me arrependo por isto!). Pouco tempo depois engravidei novamente, resolvemos nos casar e assumir nosso filho. Por outro lado, minha mãe, uma viúva que criou seis filhos sozinha praticamente, chegou para mim e disse: “minha filha você só se casa com ele se você quiser. Se não quiser, eu assumo você e seu filho”. Mas como meu desejo de formar uma família era maior, então resolvi me casar no civil. No dia do meu casamento, olhei nos olhos dele e vi uma tristeza tão profunda que senti uma vontade enorme de fugir dali, mas segui em frente. Fui aprendendo a  amá-lo a cada dia. Não poderia sentir ciúmes dele porque o motivo da separação do 1º casamento dele foi esta, então aprendi a ser uma “esposa” confiante, que acreditava em tudo que ele dizia.

Quando engravidei da minha filha, ele sugeriu mais uma vez que eu fizesse um outro aborto. Disse para ele que nunca mais faria uma coisa daquela. Resolvi ter minha filha mesmo ele não concordando muito. Pouco tempo depois, ele teve um caso com a noiva do meu irmão, o suficiente para eu mergulhar no abismo. Sofri todas as humilhações possíveis quando soube que ela ia ter um filho. Resolvi ir embora para o Rio de Janeiro. Tínhamos carro, moto, loja de autopeças, casa. Ele ficou aqui e acabou com tudo (louco). Depois foi até o Rio de Janeiro, dizendo-se que estava arrependido e me pedindo para voltar para o Ceará. Eu disse que só voltaria se comprasse pelo uma casa e colocasse no nome dos meninos. Eu voltaria, mas isto seria quase impossível, pois como uma pessoa que não tinha nada poderia comprar uma casa? Ele teve muita coragem: comprou uma moto, começou a trabalhar com vendas, viajando muito e logo comprou um carro. Vendeu e deu entrada em uma casa pela Caixa Econômica Federal e o restante foi financiado. Então resolvi voltar.  Em agosto de 2000, resolvi tentar com “casamento”. Ele tem uma sobrinha, na época com 15 anos, que era evangélica da Igreja Batista. Eu achava tão bonito o jeito daquela jovem. Em agosto de 2003, o pai dele recebeu um diagnóstico que estava com câncer no pulmão e toda a família ficou abalada. Como eu gostava daquele senhor! Eu o tinha como um pai, que faleceu quando eu tinha apenas 10 anos. Através da sua sobrinha, a mãe dele havia entregado a vida a Jesus Cristo e com a doença do marido dela, toda semana vinha um pastor evangelizá-lo. Quando terminava o evangelismo, eu ficava questionando, tentando tirar todas as minhas dúvidas. O pastor, com calma e muita paciência, conversava comigo.

Em janeiro de 2004, já tínhamos mudado para uma casa melhor, financiada ainda pela Caixa, contrato de gaveta. Então seu pai faleceu, perdi o contato com o evangelho. Em agosto de 2004, recebi um convite para assistir a uma peça teatral americana chamada “A Casa do Julgamento”, na qual ela trabalhava e o Espírito Santo moveu o meu coração a me entregar a Cristo. Morava perto de uma igreja evangélica, e sempre que passava pela calçada da igreja, via este versículo na parede: “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” Isaias 55:6. O SENHOR JESUS mudou a minha vida bem longe de tudo, no tempo de Deus. Meu discipulado demorou quase 02 anos. Gostava de tirar todas as minhas dúvidas. Fiquei frequentando esta igreja perto da minha casa. Perguntava ao pastor sobre o divórcio, sobre o segundo casamento e ele me respondia de maneira vaga, sem segurança alguma. Quando tinha encontro de casais na igreja era uma luta. Satanás vibrava. Ele nunca queria ir comigo e as poucas vezes em que foi, ia sem vontade alguma. Um dia, o homem com o qual vivia, me disse que eu tinha que escolher entre ele e a igreja. Falei para ele que já tinha escolhido. Saí de casa e fui assistir a um batismo na igreja. Quantos vezes orei a Deus pedido que ele não cometesse o mesmo pecado de antes, o adultério! Até que, em março de 2008, quando vinha voltando do trabalho, tinha uma tia de Minas na casa da minha amiga. Sempre dava uma passada por lá. Ao chegar, percebi que os meus filhos estavam um pouco assustados. Um homem tinha vindo até a nossa casa dizendo que ia matá-lo porque ele estava tendo um caso com sua esposa. Meu Deus quanta vergonha! Quanta humilhação! Tinha que começar tudo de novo. A única diferença agora era porque era uma serva de Deus e tinha que lutar para manter o “casamento”, mas não poderia aceitar isto. Era apenas o princípio das dores. Quando o pai dos meninos chegou de viagem fui conversar com ele e ele veio com a seguinte proposta: “se você quiser aceitar é deste jeito eu não vou mudar”. Não aceitei e ele saiu do quarto, ficou no quarto do nosso filho, e disse que ia sair de casa. Marcava data. Ia conversar com os meninos, mas quando chegava à data, ele não saia, mas nos torturou até quando pôde. Chegando em casa tarde, meu filho clamava: “mainha, por favor, não briga com meu pai”. Eu buscava o controle do Espírito Santo. Não abria a minha boca para discutir. Meus irmãos em Cristo me ajudaram muito em oração.

Nessa mesma época, nossa igreja estava trocando de pastor e, por mais incrível que pareça, o nome da pastora é o mesmo nome da mulher que ele adulterou, até a escrita é a mesma. Eu perguntava ao meu antigo pastor o que Deus estava querendo me ensinar com isto (me questionava tanto). Ele me respondeu que os propósitos de Deus acontecem independentemente que eu aceite ou não (hoje já entendo o porque de tudo isto,graça a Deus!).

O tempo foi passando e eu continuava a clamar pela salvação do pai dos meninos e pela restauração do meu casamento. Seis meses depois o procurei para saber se realmente não tinha mais volta. Ele me olhou com tanto nojo, me humilhou tanto que era eu falando e pensando está vai ser a última vez que passo por isso. Deus não quer isto para minha vida.  

Um dia, navegando pela internet, encontrei o site Famílias para Cristo, sob a liderança do Pastor Fernando César. Certo dia conversando com ele pelo MSN, fiz alguns questionamentos acerca de casamento à luz da Palavra de DEUS. Contei para ele toda a minha situação. Como homem de DEUS, ele não teve medo de me dizer a Verdade, mostrando tudo na Bíblia. O pastor pacientemente explicou que o casamento só é válido para DEUS entre pessoas que nunca tenham se casado antes, ou seja, que casamento em que no mínimo uma das pessoas seja divorciada é adultério, que DEUS não aprova de forma nenhuma o segundo casamento de divorciados. A discussão aumentou. Eu falava assim: “então quer dizer que eu vivi quase 12 anos da minha vida casada no civil, tudo como manda a lei dos homens, e isso não é casamento? Se eu não sou a esposa dele, o que eu sou então?” Ele me respondeu nem medir as palavras: “você é adúltera! Vá à presença de DEUS, peça perdão pelo seu pecado e não o cometa mais”. Pastor Fernando disse que era eu igual à mulher samaritana, que se encontrou com JESUS, que o marido que ela estava não era dela. Meu Deus, lembro-me daquele dia como se fosse hoje! Eu fiquei em lágrimas, meu coração batia mais forte, estava sem chão, tudo que eu acreditava, as minhas dúvidas sendo respondidas de maneira tão direita, clara, como ninguém antes havia me dito. Fiquei também triste em saber que vivi uma ilusão. Desliguei o computador com minha cabeça doendo muito, chorei igual uma criança, pedi perdão a Deus, levei os estudos de pastor Fernando para o meu pastor da minha igreja. Ele concordou com alguns pontos e com outros não. Mas, desde que recebi o verdadeiro aconselhamento, vêm essas palavras em minha mente: “podem se passar muitos anos, mas eu nunca deixarei de ser a esposa dele” (palavras da primeira e única esposa).

Soube que há alguns anos, ela confessou a Cristo como único Salvador da vida dela. Oro para que ainda esteja firme no Senhor, e que ela tenha o casamento restaurado por DEUS. Jesus tem falado ao meu coração, que eu devo encontrá-la e lhe pedir perdão. Espero, com grande alegria, por essa oportunidade. Finalmente, DEUS confirmou ao meu coração de forma clara que aquele “casamento” nunca tinha sido abençoado por ELE. Dia 23 de maio de 2011, saiu o nosso divórcio. Glória a DEUS por isso! O laço do inimigo foi totalmente destruído em minha vida. Sou uma pessoa solteira para DEUS, podendo me casar com qualquer homem cristão solteiro ou viúvo. Hoje, 30 de maio de 2011, estou escrevendo este testemunho de fé, o que nunca havia feito antes, pois vivi 15 anos da minha vida no puro engano e ilusão. Deus se revela de várias formas para ensinar os Seus filhos, usa a pessoa que quer e como quer. Portanto, aprenda rápido, minhas amigas/irmãs: DEUS é contra todo tipo de segundo casamento de divorciados! Continuarei a pregar a palavra que liberta de todo pecado, assim como eu liberta fui, outras pessoas precisam também ser. Estudem mais as Sagradas Escrituras e não aceitem gotas, quando JESUS tem rios de águas vivas para te oferecer. O melhor é servir ao SENHOR! O melhor é obedecê-LO! Hoje ando em santidade. Graças a DEUS!

Obrigada, SENHOR, por usar pessoas como instrumento Teu na minha vida!

Ana Cleide – Ceará.

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